O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a utilizar colete à prova de balas e carro blindado, além de ter a proteção de familiares reforçada. A mudança ocorre enquanto o magistrado conduz investigações de grande repercussão envolvendo o Banco Master e o esquema de descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Diferentes apurações publicadas nesta sexta-feira (11) apontam que o receio de um eventual atentado entrou no cálculo de segurança do ministro.
A preocupação ganhou peso diante da dimensão dos processos sob responsabilidade de Mendonça. No caso Master, o ministro é relator de procedimentos da Operação Compliance Zero, investigação sobre suspeitas de fraudes bilionárias no sistema financeiro. O STF já confirmou decisões de Mendonça que resultaram em prisões, buscas, apreensões e outras medidas contra investigados ligados ao banco.
Mendonça também atua na Operação Sem Desconto, que investiga uma organização criminosa suspeita de realizar descontos indevidos em benefícios previdenciários. Em março, o ministro autorizou nova etapa da operação, com prisões e medidas cautelares. A sobreposição de investigações envolvendo empresários, políticos, autoridades e movimentações financeiras elevou ainda mais a sensibilidade dos casos conduzidos pelo gabinete.
O reforço da proteção ocorre ainda em meio à forte tensão provocada pelas investigações do Master dentro do próprio Supremo. A divulgação de documentos e relatórios relacionados ao caso ampliou a crise institucional e a exposição de Mendonça. O cenário chegou a um ponto incomum: um ministro da mais alta Corte do país conduz investigações de enorme impacto enquanto passa a circular protegido por blindagem e colete balístico.




