A Petrobras aplicou um reajuste médio de 13,9% no preço do querosene de aviação (QAV), com as novas tarifas entrando em vigor nesta terça-feira, primeiro de setembro de 2026.
Na prática, o combustível passa a custar cerca de R$ 0,68 a mais por litro, com os valores variando entre R$ 5,44 e R$ 5,70 nas refinarias da estatal espalhadas pelo país.
Apenas neste ano, o QAV já acumula uma expressiva alta de 53,3%, o que representa um encarecimento somado de R$ 1,94 por litro.
A disparada nas refinarias reflete diretamente as graves perturbações logísticas e o salto das cotações internacionais causados pelo cenário de guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Desde a eclosão do conflito em fevereiro, a instabilidade gerada no Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica por onde transitava um quinto da produção global de óleo e gás, estrangulou a oferta global.
Como os combustíveis derivados de petróleo operam como commodities atreladas ao mercado externo, a economia brasileira absorve o choque dessas tensões geopolíticas quase que imediatamente.
Buscando amortecer o impacto em um insumo que consome aproximadamente 30% de todo o orçamento operacional das companhias aéreas nacionais, a Petrobras decidiu reativar um programa de flexibilização financeira.
As empresas distribuidoras poderão parcelar o valor deste reajuste em três mensalidades, diluindo o peso do aumento repassado aos aeroportos.
A estatal, que controla cerca de 85% da produção do querosene de aviação no Brasil, garantiu que a medida mitigará os custos a curto prazo e confirmou que não há risco de desabastecimento logístico para as distribuidoras.




