O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta segunda-feira, 31 de agosto, a suspensão da campanha presidencial de Renan Santos, candidato do Missão. A medida foi adotada após o relator identificar possíveis irregularidades relacionadas à declaração de perfis de redes sociais utilizados pela chapa na propaganda eleitoral. A decisão interrompe, ao menos temporariamente, a ofensiva eleitoral de um candidato que vinha tentando ampliar espaço fora da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O episódio começou no fim de semana, quando Toffoli retirou de julgamento o pedido de registro da candidatura. O questionamento envolve contas digitais que teriam sido utilizadas pela campanha antes de serem devidamente incluídas nas informações entregues à Justiça Eleitoral. Antes da nova decisão, a Procuradoria-Geral Eleitoral havia se manifestado favoravelmente ao registro de Renan, por considerar preenchidos os requisitos de elegibilidade e não identificar causa de inelegibilidade.
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Renan reagiu classificando a determinação como “um absurdo” e sustentou que sua equipe informou à Justiça Eleitoral os canais utilizados pela campanha. O Missão também contesta a atuação de Toffoli e argumenta que eventuais questões relacionadas à propaganda não deveriam, por iniciativa do relator, resultar na paralisação da candidatura dentro do processo de registro. A campanha prepara medida judicial para tentar derrubar a suspensão.
A decisão não representa, até o momento, julgamento definitivo sobre a elegibilidade de Renan Santos. O caso permanece em disputa judicial e poderá ser revisto pelo próprio TSE. Na prática, porém, a intervenção de Toffoli produz um impacto imediato em plena campanha: enquanto adversários seguem nas ruas e nas redes, Renan passa a disputar também uma corrida contra o relógio no tribunal para retornar oficialmente à campanha presidencial.



