A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) determinou uma nova rodada de inspeções obrigatórias em cerca de 470 aeronaves Boeing 737 Max, abrangendo especificamente os modelos 8, 9 e 8-200 registrados no país.
A medida de segurança foi adotada após a identificação de rachaduras em um reforço estrutural localizado ao redor da porta de serviço dianteira, no lado direito das aeronaves.
As companhias aéreas terão que seguir um rigoroso cronograma de verificação, definido com base no tempo de uso e nos ciclos de operação de cada avião, sendo obrigadas a concluir todos os reparos necessários antes de qualquer retorno das unidades afetadas à malha de voos.
Apesar da gravidade do alerta, a agência reguladora norte-americana não exigiu a suspensão imediata das operações desses modelos, avaliando que os intervalos de tempo estabelecidos para as vistorias oferecem margem suficiente para detectar o problema antes que ele represente um risco real à integridade estrutural durante as viagens.
A nova diretriz de aeronavegabilidade entrará em vigor oficialmente no dia 10 de setembro, e a FAA informou que a Boeing já modificou seus processos de fabricação nas linhas de montagem para garantir que as unidades mais recentes não apresentem essa falha.
Este novo chamado agrava a crise de confiança e o intenso escrutínio regulatório que a fabricante aeroespacial vem enfrentando nos últimos anos.
A Boeing já lidava com as repercussões de um incidente grave ocorrido no início deste ano, quando um painel de vedação de uma porta se desprendeu em pleno voo devido à falta de parafusos de fixação.
Além dessas falhas na fuselagem, a empresa acumulou investigações sobre outras questões estruturais desde 2019 e, recentemente, teve que ampliar o monitoramento para verificar possíveis erros de instalação até mesmo nos conjuntos de assentos de centenas de suas aeronaves.






