PL leva caso Marcola ao STF e pede quebra de sigilo

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PL leva caso Marcola ao STF e pede quebra de sigilo após R$ 249 mil recebidos de lobista ligada ao escândalo do INSS

 

Petição de Rogério Marinho também solicita busca e apreensão contra ex-chefe de gabinete de Lula e quer apurar possível vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal ao presidente

 

O Partido Liberal abriu uma nova frente no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno das investigações que cercam o núcleo próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador Rogério Marinho (PL-RN) protocolou, na quinta-feira, 6 de agosto, uma petição dirigida ao ministro André Mendonça pedindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência. O pedido inclui ainda busca e apreensão de celulares, computadores e documentos.

 

O movimento ocorre depois de Marcola admitir ter recebido R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger, personagem investigada no contexto das apurações do escândalo do INSS e que prestou serviços a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Marcola afirma que o dinheiro foi um empréstimo pessoal, posteriormente quitado, e nega qualquer irregularidade. Documentos oficiais da Presidência confirmam que ele ocupava a chefia do Gabinete Pessoal de Lula, responsável, entre outras funções, pela coordenação da agenda presidencial.

 

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A representação tenta esclarecer uma questão ainda mais sensível do que a origem do dinheiro: se informações protegidas por sigilo da Polícia Federal chegaram antecipadamente ao núcleo presidencial. Para isso, Marinho pediu ao STF a relação de entradas e saídas do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada e do Gabinete Pessoal nos últimos 30 dias, além das datas e horários de despachos entre Lula e o diretor-geral da PF de janeiro a julho de 2026. A suspeita de vazamento é uma alegação apresentada pelo PL e ainda depende de investigação e comprovação.

 

A ofensiva coloca novamente o escândalo do INSS às portas do Palácio do Planalto. Caberá agora a André Mendonça decidir se existem elementos jurídicos suficientes para autorizar medidas invasivas contra Marcola e aprofundar a apuração sobre eventual circulação indevida de informações da PF. A campanha de Lula nega irregularidades. Até que haja decisão do Supremo ou avanço das investigações, tanto o suposto vazamento quanto qualquer responsabilidade criminal permanecem sem comprovação.

 

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