Senador reage ao rebaixamento das relações entre Brasília e Buenos Aires, alerta para impactos econômicos e promete reconstruir pontes com o governo de Javier Milei a partir de 2027
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou uma nota pública nesta quinta-feira, 6 de agosto, para condenar a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina ao nível de encarregados de negócios. Flávio classificou o país vizinho como “nação irmã”, destacou o peso do comércio bilateral e atribuiu o agravamento da crise ao que chamou de política externa “ideologizada e confrontacionista” do atual governo.
A manifestação ocorre após uma escalada iniciada com a passagem do presidente argentino Javier Milei por São Paulo, em 25 de julho, para participar da convenção do PL que oficializou Flávio na corrida presidencial. Na ocasião, Milei fez ataques a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes. O Itamaraty convocou o embaixador argentino, chamou o representante brasileiro em Buenos Aires para consultas e, posteriormente, decidiu manter a representação no país vizinho em nível inferior. Tecnicamente, não houve rompimento das relações diplomáticas, mas um rebaixamento considerado de forte peso político.
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Na nota, Flávio amplia a crítica e sustenta que o governo Lula acumulou atritos recentes com Argentina, Estados Unidos e Paraguai. O senador afirma que soberania não se preserva com “bravatas eleitoralistas” e advertiu que uma deterioração das relações externas pode chegar à economia real, atingindo produtores rurais, indústrias, exportadores e trabalhadores. A avaliação é do próprio parlamentar e passa a integrar sua ofensiva política contra o Planalto em plena campanha presidencial.
Flávio também fez um gesto direto a Milei, a quem chamou de amigo, e prometeu que, caso vença a eleição, buscará a partir de 2027 reconstruir as relações com Argentina, Paraguai, Estados Unidos e outros países. Ao afirmar que a crise seria entre governos — e não entre brasileiros e argentinos —, o candidato transforma o episódio diplomático em mais um capítulo da disputa com Lula. A política externa, antes restrita às chancelarias, entrou definitivamente no palanque de 2026.






