A Toyota anunciou, durante sua apresentação trimestral de resultados, que iniciará a produção de baterias híbridas de alta tensão de nova geração a partir de 2027.
Para isso, a montadora japonesa converterá suas linhas de fabricação já existentes no Japão, garantindo uma capacidade produtiva robusta e suficiente para abastecer cerca de 600 mil veículos por ano.
Os novos componentes prometem entregar um desempenho técnico superior acompanhado de custos operacionais e de produção reduzidos, em um momento estratégico no qual a marca projeta que as vendas globais de seus modelos híbridos ultrapassem a marca histórica de cinco milhões de unidades pela primeira vez neste ano.
A forte aposta da empresa neste segmento acompanha um cenário global de alta demanda por motores mais eficientes, impulsionada por fatores econômicos como a elevação dos preços dos combustíveis decorrente de tensões geopolíticas, e o fim dos incentivos fiscais para veículos puramente elétricos nos Estados Unidos, que figura como o maior mercado da fabricante.
Para fortalecer e acelerar essa transição, a Toyota decidiu tornar modelos absolutos de venda, como o Camry e o RAV4, exclusivamente híbridos a partir de 2026.
Esse avanço expressivo dos eletrificados, que já representaram 86% do total de vendas de nova energia da empresa no primeiro semestre, contrasta e tenta equilibrar uma queda geral de 3% nas vendas totais da marca no mesmo período.
Apesar do forte foco no boom dos veículos híbridos, a Toyota segue desenvolvendo simultaneamente tecnologias ambiciosas para o mercado de veículos 100% elétricos, cujas vendas dispararam 135% no primeiro semestre.
A empresa planeja lançar baterias de íons de lítio de nova geração capazes de oferecer mais de 1.000 quilômetros de autonomia, além de tecnologias de estado sólido que permitirão recargas ultrarrápidas de 10% a 80% em menos de dez minutos, ambas com previsão de chegada comercial entre 2027 e 2028.
Contudo, a diretoria da montadora reconhece que os seus modelos puramente elétricos ainda precisam evoluir consideravelmente, exigindo o fortalecimento de parcerias com desenvolvedores locais para competir de igual para igual com a agressiva e avançada indústria automobilística da China.






