Assessor de Michelle quebra o silêncio e diz que contato com jornalista do Brasil 247 foi rotina de imprensa, não articulação política
O coronel André de Sousa Costa, que atuou na comunicação do PL Mulher, afirmou que o contato mantido com o jornalista Leo Sobreira, associado ao Brasil 247, teve caráter exclusivamente profissional. A explicação veio após a repercussão de um print que mostrava o jornalista aceitando receber materiais de uma lista de transmissão e manifestando interesse em conhecer o assessor pessoalmente. Segundo Costa, a imagem exibia apenas o final de uma conversa iniciada pelo próprio repórter para pedir esclarecimentos sobre uma publicação de Michelle Bolsonaro.
Costa declarou que forneceu a versão oficial porque as informações apresentadas pelo jornalista não corresponderiam aos fatos. Em seguida, ofereceu a inclusão do profissional em uma lista usada para distribuir comunicados a representantes de diferentes veículos. “Esse é um procedimento típico de toda e qualquer assessoria de comunicação”, sustentou. Para o coronel, as acusações de que estaria abastecendo um portal alinhado ao PT com a intenção de prejudicar integrantes da direita são “incorretas, maldosas e descabidas”.
A manifestação atualiza o episódio revelado pelo DFMOBILIDADE na reportagem Print indiscreto sugere ponte entre assessor de Michelle e site alinhado ao PT. Na ocasião, o portal destacou que a mensagem visível sugeria uma oferta anterior de conteúdo, mas ponderou que o trecho completo não aparecia na gravação, impedindo qualquer conclusão sobre troca indevida de informações ou articulação política. A explicação agora apresentada preenche parte dessa lacuna, embora a íntegra da conversa ainda não tenha sido divulgada publicamente.
O print surgiu nos segundos finais de um vídeo sobre a reconciliação de Michelle com Flávio Bolsonaro, crise política e familiar acompanhada pelo DFMOBILIDADE na matéria Paz sob condição: Flávio pede desculpas e chama Michelle para unir a direita em 2026. A resposta de Costa desmonta, até aqui, a tese de uma operação clandestina, mas não encerra o desgaste provocado pelo descuido digital. Em Brasília, o discurso pode até ser ideológico; a lista de transmissão, pelo visto, é ecumênica.




