Print indiscreto sugere ponte entre assessor de Michelle e site alinhado ao PT

Imagem: a investigação
Imagem: a investigação

Uma gravação de tela publicada nesta segunda-feira, 27 de julho, revelou um bastidor constrangedor no entorno de Michelle Bolsonaro. Nos segundos finais de um vídeo sobre a reconciliação da ex-primeira-dama com Flávio Bolsonaro, aparece uma lista de conversas de WhatsApp aparentemente pertencente a um jornalista identificado como “Leo”, associado pelo site A Investigação ao Brasil 247, veículo de linha editorial próxima ao campo petista.

 

Entre os contatos exibidos está André Costa, assessor de comunicação de Michelle, salvo como “Ascom Michelle Bol.”. A última mensagem visível na conversa diz: “Será um prazer receber os materiais da sua lista de transmissão e conhecê-lo”. O trecho sugere que houve uma oferta anterior de conteúdo, mas essa mensagem não aparece na gravação, o que impede afirmar qual era o material ou a finalidade da aproximação. A tela também mostra contatos identificados como “Gisely STF” e “Comunicação Zema”, embora a mera presença dos nomes não comprove articulação política ou editorial.

 

O episódio ganha peso pelo histórico recente de André Costa. Em dezembro de 2025, o assessor classificou como “ridícula” a notícia de que Flávio seria escolhido candidato presidencial, sendo desmentido pouco depois pela própria Michelle. Dias mais tarde, aliados do PL também reclamaram de repostagens feitas por ele com críticas ao senador. Costa negou oposição e afirmou estar “fechado” com Flávio. O DFMOBILIDADE já havia mostrado que a recente reconciliação entre Michelle e Flávio ocorreu sob pressão pela unidade da direita.

 

Até o momento, não há comprovação pública de troca indevida de informações nem manifestação dos envolvidos sobre o conteúdo revelado. O caso, entretanto, expõe como a comunicação política circula por corredores bem menos ideológicos do que os discursos de palanque fazem parecer. Em junho, o DFMOBILIDADE também analisou como um vídeo de Michelle alterou o equilíbrio da crise com Flávio. Na política, até a paz familiar deveria conferir o WhatsApp antes de apertar “publicar”.

 

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