Mordaça e isolamento: Moraes proíbe visitas políticas a Bolsonaro até o fim das eleições

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Moraes fecha a porta e silencia Bolsonaro na campanha até o fim das eleições

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ampliou nesta sexta-feira, 17 de julho, as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão proíbe visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026 e suspende, durante 30 dias, o recebimento de visitantes, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados. Moraes também vetou a divulgação de manifestos ou mensagens políticas de Bolsonaro, inclusive quando transmitidas por familiares, aliados ou terceiros.

 

O novo endurecimento ocorreu depois que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro publicou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai. Moraes considerou que o episódio representou descumprimento das condições da prisão domiciliar e manteve Flávio impedido de visitar Bolsonaro por 90 dias. A Procuradoria-Geral da República também identificou violação das restrições, mas entendeu que o caso não justificaria, por enquanto, o retorno imediato do ex-presidente ao regime fechado.

 

Na prática, a caneta do Supremo retira Bolsonaro do debate eleitoral justamente no momento em que seu filho tenta consolidar uma candidatura presidencial. O DFMOBILIDADE já havia mostrado que Flávio criticou a decisão que o proibiu de visitar o pai e que Sergio Moro acusou Moraes de aplicar dois pesos e duas medidas. Agora, além das visitas, estão proibidos recados, cartas e manifestações capazes de chegar ao eleitorado por intermédio de aliados.

 

Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária, mas advertiu que um novo descumprimento poderá provocar a revogação do benefício e o retorno ao regime fechado. A porta da residência continuará aberta para médicos e advogados. Para a política, contudo, o ministro mandou passar a chave — e só pretende devolvê-la depois que as urnas estiverem fechadas.

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