O presidente Luiz Inácio Lula da Silva designou nesta quinta-feira, 25 de junho, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado. O anúncio foi feito pelas redes sociais, no dia seguinte à saída de Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o posto em “comum acordo” com Lula após se tornar alvo de apuração da Polícia Federal no caso Banco Master.
A missão entregue à nova líder foi apresentada pelo Planalto como uma tentativa de destravar pautas de interesse do governo, entre elas o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança Pública. A proposta da segurança já foi aprovada pela Câmara e aguarda análise do Senado, onde precisará passar por dois turnos de votação.
Na prática, a troca também funciona como operação de contenção de danos. Wagner saiu depois de ser atingido pela nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal apura, em tese, crimes como corrupção e lavagem de dinheiro; o senador nega irregularidades e sua defesa sustenta que ele não atuou para favorecer o banco.
Teresa Leitão chega ao cargo com perfil orgânico no PT, trajetória sindical na educação e mandato pelo estado de Pernambuco. Mas assume a articulação governista em um Senado onde o ambiente ficou mais duro para o Planalto. Como o DFMobilidade já mostrou ao tratar da pressão sobre Wagner no caso Master, a saída que Lula tentou vender como ajuste político tem gosto de emergência. Em Brasília, quando o líder cai, raramente é só troca de cadeira; quase sempre é sinal de que o incêndio já passou da fumaça.




