O deputado distrital Roosevelt Vilela voltou a defender as escolas cívico-militares do Distrito Federal e reagiu às críticas ao modelo cobrando que o debate saia do campo ideológico e passe pelos dados. A manifestação ocorre em meio à discussão sobre a expansão da gestão compartilhada na rede pública, formato que une Secretaria de Educação e forças de segurança na rotina escolar.
Na argumentação, Roosevelt aponta índices oficiais de aprovação da comunidade escolar. Levantamentos divulgados pelo GDF mostram que unidades analisadas registraram aceitação acima de 80% entre pais, estudantes, professores e servidores, com variação de 81,38% a 98,3%. Em português claro: antes de carimbar fracasso, é bom olhar o boletim.
Criado no DF em 2019, o modelo é aplicado em áreas de vulnerabilidade e passa por consulta pública antes da implantação. A parte pedagógica permanece com os profissionais da educação, enquanto militares atuam no apoio disciplinar, na organização da rotina, em ações cívicas, na circulação dos alunos e em atividades extracurriculares. Para os defensores da proposta, esse arranjo ajuda a reduzir conflitos e melhora a sensação de segurança nas escolas.
A defesa feita pelo distrital não encerra a controvérsia. Críticos questionam a militarização do ambiente escolar e cobram estudos independentes sobre impacto pedagógico. Já apoiadores sustentam que a procura das famílias e os índices de satisfação indicam respaldo social. No DF, a disputa agora passa por uma pergunta objetiva: quando a comunidade escolar aprova o modelo, o poder público deve ignorar os números ou transformá-los em política permanente?




