Um dispositivo secreto de rastreamento instalado em um módulo celular dentro de um veículo oficial de alto escalão do governo britânico expõe a vulnerabilidade crítica da infraestrutura governamental frente à espionagem de Pequim.
Em uma revelação que abala os pilares da segurança nacional do Reino Unido, parlamentares foram informados de que o carro oficial do Primeiro-Ministro foi utilizado para transmitir dados diretamente à China. O dispositivo, um módulo celular integrado a uma peça do veículo, funcionava como uma “escuta” de localização, enviando informações sigilosas através de redes móveis.
O especialista Charles Parton, veterano diplomata com duas décadas de atuação na China, Hong Kong e Taiwan, confirmou perante o Comitê de Comércio e Negócios que o veículo emitiu sinais de dados para a China em 2022. “O primeiro-ministro da época teve seu carro monitorado enquanto o módulo celular operava”, denunciou Parton, destacando que a tecnologia chinesa está infiltrada em quase todos os dispositivos modernos, desde aviões até eletrodomésticos inteligentes.
A descoberta, que teria ocorrido durante uma varredura de segurança, levanta questionamentos graves sobre a dependência tecnológica de Pequim. Analistas alertam que a China detém o monopólio na fabricação de módulos celulares, o que confere ao regime uma capacidade sem precedentes de interrupção e vigilância de infraestruturas críticas no Ocidente.
Enquanto o governo britânico mantém sua política de não comentar questões de segurança, a fragilidade exposta pelo caso é incontestável. O episódio é um lembrete amargo de que, na era da conectividade, o luxo de um veículo oficial pode esconder um cavalo de Troia tecnológico operado por potências estrangeiras.
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