A Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou o Projeto de Lei nº 1.756/2025, que prevê a inclusão de duas novas vacinas no Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para a população idosa. A proposta garante a oferta da vacina de alta dose contra a influenza e do imunizante contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para pessoas com 60 anos ou mais.
De autoria do deputado distrital Robério Negreiros, o projeto tem como objetivo reforçar a proteção dos idosos contra doenças respiratórias graves. A vacina de alta dose contra a influenza possui quatro vezes mais antígenos do que a versão tradicional já disponível na rede pública, o que gera uma resposta imunológica mais robusta e eficiente para essa faixa etária vulnerável.

“Garantir mais vacinas para a população idosa não é apenas uma medida preventiva, mas um compromisso com a dignidade, a saúde e a qualidade de vida de quem tanto contribuiu para a nossa sociedade. Estamos falando de proteção, redução de internações e fortalecimento do SUS como instrumento de justiça social”, destacou o deputado distrital Robério Negreiros.
Já a vacina contra o VSR visa prevenir infecções que podem evoluir para quadros críticos, como pneumonia, bronquiolite e síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Atualmente, este imunizante é disponibilizado no SUS apenas para gestantes a partir da 28ª semana de gestação.
Impacto na saúde pública e economia
O autor da proposta defende que a ampliação da cobertura vacinal vai além de uma decisão técnica, representando uma estratégia sanitária essencial e um imperativo moral de justiça social.
O relator do projeto na comissão, deputado Martins Machado, acrescentou que a medida traz benefícios financeiros para o Distrito Federal.
“Políticas de prevenção apresentam potencial relevante para reduzir custos assistenciais decorrentes de hospitalizações e complicações associadas a infecções respiratórias”, observou o relator.
O projeto contou com os votos favoráveis dos deputados distritais Dayse Amarilio, Gabriel Magno e Pastor Daniel de Castro. Como o texto foi aprovado pela Comissão de Saúde, ele agora seguirá para a avaliação de outras comissões temáticas da Casa antes de ser encaminhado para a votação definitiva no Plenário da Casa.




