O preço médio do etanol hidratado registrou queda em doze estados brasileiros e no Distrito Federal durante a semana encerrada em 18 de abril, segundo o levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
Apesar das variações regionais, que incluíram um aumento expressivo de mais de 11% em Goiás e um recuo superior a 2% no Amazonas, o valor médio do biocombustível no cenário nacional manteve-se estável, fixado em R$ 4,69 o litro.
Em São Paulo, principal polo produtor e consumidor do país, o combustível apresentou uma retração de 0,66%, passando a ser comercializado em média a R$ 4,49.
Entre as médias estaduais consolidadas, Mato Grosso do Sul destacou-se com o menor patamar do Brasil, cotado a R$ 4,42, enquanto Pernambuco registrou o custo mais elevado nas bombas, a R$ 5,69.
No panorama financeiro de competitividade, o abastecimento com etanol provou ser mais vantajoso do que a gasolina em apenas quatro unidades da federação: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.
A média nacional de paridade entre os dois combustíveis fechou o período em 69,48%, índice considerado favorável para o derivado da cana-de-açúcar, uma vez que a recomendação técnica de mercado indica vantagem para o motorista sempre que essa relação permanece abaixo da margem de 70%.
Esse movimento de alívio nos preços finais repassados ao consumidor reflete o atual comportamento do mercado atacadista, que observou uma redução de 7% nos custos do produto.
A desvalorização nas distribuidoras é impulsionada diretamente pelo início da safra da cana-de-açúcar do ciclo correspondente aos anos de 2026 e 2027, o que garante um cenário imediato de aumento na oferta nacional.




