A fabricante chinesa de veículos elétricos XPeng anunciou, durante o Salão do Automóvel de Pequim, um plano estratégico para iniciar a produção em larga escala do seu primeiro carro voador até o ano de 2027.
O projeto, desenvolvido pela subsidiária Aridge e batizado de “Porta-Aviões Terrestre”, consiste em um inovador sistema modular que integra uma caminhonete híbrida de seis rodas a uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) acoplada em sua parte traseira.
Com preço estimado entre duzentos e oitenta mil e trezentos mil dólares, o veículo já registra mais de sete mil pré-encomendas, concentradas majoritariamente no mercado chinês, onde a empresa ainda trabalha para obter a homologação das autoridades de aviação civil.
Para viabilizar a fabricação em volume, a companhia inaugurou no distrito de Huangpu, em Guangzhou, um complexo industrial de cento e vinte mil metros quadrados descrito como a primeira fábrica do mundo dedicada especificamente à produção de carros voadores.
A planta possui capacidade projetada para fabricar até dez mil unidades anuais, podendo concluir a montagem de um módulo de voo a cada trinta minutos em plena operação.
O veículo terrestre atua como uma base móvel com mais de mil quilômetros de autonomia, sendo capaz de recarregar a bateria da aeronave em apenas dezoito minutos após o pouso.
O componente voador, por sua vez, suporta cerca de meia hora de voo a velocidades de até noventa quilômetros por hora, e a montadora estima iniciar as primeiras entregas já no final de 2026.
Além do investimento no setor aeroespacial, a estratégia de expansão tecnológica da XPeng engloba o desenvolvimento de robótica avançada e direção autônoma.
O presidente da companhia, Brian Gu, revelou que a produção em massa de robôs humanoides deve começar no último trimestre de 2026, com aplicações iniciais voltadas para o atendimento ao público em recepções e no varejo.
Paralelamente, a fabricante planeja lançar testes com frotas de táxis autônomos em Guangzhou ainda neste ano, acelerando a produção dessas unidades nos próximos dezoito meses.
O executivo apontou o ano de 2027 como um período crítico para a expansão global dessas tecnologias, reforçando o objetivo de longo prazo da empresa de gerar mais da metade de suas receitas em mercados internacionais.




