A guerra no Oriente Médio provocou a pior crise de combustível na aviação global desde a pandemia.
O preço médio do barril de querosene saltou para quase duzentos dólares, mais que o dobro da previsão inicial para o ano.
O bloqueio no Estreito de Ormuz asfixiou o fornecimento do insumo refinado, forçando companhias de todos os continentes a cancelar rotas e repassar a pesada conta de forma imediata para o consumidor final.
O choque financeiro colocou as gigantes do setor em um modo de emergência.
Nos Estados Unidos, a United Airlines cortou rotas internacionais deficitárias e enxugou sua malha principal em 5%. Na Ásia, a Korean Air chegou a triplicar a sobretaxa cobrada nas passagens para tentar equilibrar o caixa.
O movimento de retração operacional e aumento de tarifas também atinge em cheio a estrutura de corporações como Qantas, Air France e Cathay Pacific.
O cenário mais extremo, no entanto, atinge diretamente o mercado africano.
As companhias aéreas domésticas da Nigéria emitiram um ultimato e ameaçam paralisar todos os voos no país a partir do dia 20 de abril caso o governo não intervenha na escalada dos preços.
O alerta reflete uma forte tensão global de abastecimento que também preocupa as autoridades da Europa, com agências internacionais prevendo uma escassez física de combustível de aviação já para o mês de junho.
A sobrevivência das empresas da área agora depende da solidez de suas reservas e proteções financeiras.
Companhias com baixa cobertura contra a variação do petróleo tornaram-se o elo mais fraco do mercado e já sofrem com o rebaixamento agressivo de suas ações na bolsa.
Especialistas alertam que a continuidade do conflito vai dizimar as operadoras financeiramente frágeis e forçar uma nova onda de fusões corporativas para evitar o colapso do setor.




