O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para autorizar a permanência de Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, na residência onde o ex-chefe do Executivo cumpre prisão domiciliar humanitária.
Na decisão, Moraes foi direto ao ponto: o acesso ao imóvel é restrito e excepcional. Segundo o magistrado, apenas profissionais de saúde, agentes de segurança designados pelo Estado e funcionários da residência estão autorizados a permanecer no local. O ministro destacou ainda que Bolsonaro já conta com segurança 24 horas por dia e que não há justificativa médica que sustente a presença permanente de um familiar.
A defesa havia reforçado o pedido no último dia 13 de abril, alegando que Torres é pessoa de confiança da família e já teria prestado დახმარ apoio em momentos críticos, como após o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018. Os advogados também argumentaram que ele auxiliaria na rotina familiar, especialmente quando Michelle precisasse se ausentar.
Apesar das justificativas, Moraes entendeu que questões de ordem familiar não se sobrepõem às regras estabelecidas para o cumprimento da prisão domiciliar. Na prática, a decisão mantém o cerco jurídico rígido em torno do ex-presidente, sem flexibilizações fora dos critérios técnicos previamente definidos.
Nos bastidores, a negativa reforça o estilo já conhecido do ministro: concessões mínimas e interpretação restritiva quando o assunto envolve medidas cautelares — uma linha que, para aliados de Bolsonaro, tem sido mais dura que concreto recém-batido.
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