O governo federal resolveu, finalmente, desembarcar no mundo real. Após assistir passivamente ao querosene de aviação (QAV) disparar mais de 50%, a gestão Lula anunciou nesta segunda-feira (6) um pacote de socorro que soa mais como um “band-aid” para uma hemorragia financeira. A medida tenta conter o inevitável: o repasse brutal desses custos para o bolso do brasileiro, que já vê o sonho de voar virar artigo de luxo.
A “estratégia” de Brasília inclui a velha receita de redução de tributos e a abertura de linhas de crédito para as empresas do setor. Na prática, o governo tenta correr atrás do prejuízo após permitir que a pressão do petróleo global e a instabilidade econômica interna fritassem o planejamento das companhias aéreas. Vale lembrar que o combustível representa quase metade (45%) dos custos de operação de uma aeronave; ou seja, com a alta acumulada, a conta simplesmente não fecha sem sacrificar o passageiro.
Especialistas são céticos. Embora o anúncio tente frear a inflação no setor, a sensação é de que o Planalto age apenas sob pressão máxima, sem uma política de longo prazo que garanta previsibilidade. Enquanto o governo se enrola em pacotes de emergência, o consumidor segue na sala de espera, torcendo para que a próxima conexão não seja um cancelamento definitivo nos planos de viagem devido aos preços proibitivos.
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