Pais são condenados por não vacinar filhos contra Covid e multa supera R$ 500 mil

Ainda tem mais de 200 mil pessoas que ainda não tomaram vacina contra covid. De acordo com as autoridades sanitárias elas são as principais responsáveis pelo aumento de casos no DF

Fonte: RADAR DF » https://radardf.com.br/mais-de-200-mil-brasilienses-se-recusam-tomar-vacina-contra-covid-19 .
Ainda tem mais de 200 mil pessoas que ainda não tomaram vacina contra covid. De acordo com as autoridades sanitárias elas são as principais responsáveis pelo aumento de casos no DF Fonte: RADAR DF » https://radardf.com.br/mais-de-200-mil-brasilienses-se-recusam-tomar-vacina-contra-covid-19 .

Uma decisão da Vara da Infância e Juventude de Curitiba condenou uma família do Paraná ao pagamento de mais de meio milhão de reais por não vacinar os filhos contra a Covid-19. A sentença foi publicada na segunda-feira (23) e reacende o debate sobre a obrigatoriedade da imunização infantil no Brasil.

De acordo com o processo, dois irmãos, hoje com 10 e 12 anos, deixaram de ser vacinados mesmo após orientações de autoridades de saúde. A decisão judicial desconsiderou um atestado médico apresentado pela família que contraindicação a vacinação, levando em conta uma declaração anterior, emitida ainda em 2020 — período em que sequer havia vacina disponível contra a doença.

A ação teve origem em 2017, após o Ministério Público do Paraná receber notificações do Conselho Tutelar e da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba sobre atrasos no calendário vacinal tradicional das crianças. Com a chegada da pandemia, o caso ganhou novos contornos e passou a incluir também a imunização contra a Covid-19.

A vacinação contra o coronavírus no Brasil começou em janeiro de 2021, enquanto a aplicação em crianças foi iniciada posteriormente, já em 2022. Ainda assim, a Justiça entendeu que houve negligência por parte dos responsáveis, ampliando a penalidade.

A defesa da família sustenta que a situação já havia sido regularizada e que os pais acreditavam que o processo estava encerrado. Também questiona a desconsideração do laudo médico e o uso de documentos anteriores à existência da vacina como base para a decisão.

O caso levanta discussões relevantes sobre os limites da intervenção do Estado em decisões familiares, o peso de pareceres médicos individuais frente a políticas públicas de saúde e a segurança jurídica em processos dessa natureza.

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