Um ataque atribuído ao Irã atingiu uma das principais aeronaves de inteligência da Força Aérea dos Estados Unidos em solo estrangeiro, provocando danos severos a um E-3 Sentry, avaliado em cerca de R$ 1,4 bilhão. A ofensiva ocorreu após uma chuva de drones e mísseis atingir a base aérea Príncipe Sultan, localizada na Arábia Saudita. A ação deixou ao menos dois feridos em estado grave e causou avarias adicionais em aeronaves de reabastecimento estacionadas no local.
De acordo com informações validadas por agência internacional, o alvo atingido é considerado peça-chave da estrutura militar americana. O E-3 Sentry integra o sistema Awacs (Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado), funcionando como um verdadeiro centro de comando aéreo, responsável por monitorar movimentações terrestres e marítimas a longas distâncias.
Com capacidade para transportar cerca de 20 especialistas e autonomia superior a 9 mil quilômetros sem escalas, o modelo é veterano de operações em regiões de conflito como Afeganistão, Iraque e Balcãs. Sua função estratégica o torna essencial para a coordenação de operações militares em larga escala.
A avaria no equipamento acende um alerta imediato dentro do Pentágono. Atualmente, a Força Aérea dos Estados Unidos conta com apenas 16 unidades operacionais do E-3 Sentry — um número significativamente inferior às cerca de 30 aeronaves disponíveis em décadas anteriores. Antes do ataque, seis dessas aeronaves estavam concentradas justamente na base saudita atingida.
O episódio expõe não apenas o alcance da ofensiva iraniana, mas também uma vulnerabilidade logística relevante na estrutura militar americana no Oriente Médio. Analistas avaliam que o impacto vai além do dano material, podendo comprometer temporariamente a capacidade de vigilância e resposta estratégica dos EUA na região.
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