O governo da Espanha anunciou nesta segunda-feira (30/03) o fechamento de seu espaço aéreo para aviões militares norte-americanos envolvidos na atual campanha de ataques ao Irã.
A medida representa uma escalada diplomática e vai um passo além da decisão anterior, Eque já havia negado a utilização de bases militares operadas em conjunto pelos dois países.
A chefia do Ministério da Defesa espanhol confirmou oficialmente a restrição, ressaltando que não há qualquer tipo de autorização para o uso da infraestrutura ou do território aéreo nacional em operações relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
O bloqueio do espaço aéreo força as aeronaves militares dos Estados Unidos a desviarem suas rotas de voo ao contornarem o país europeu a caminho de seus alvos primários, embora as restrições abram exceções pontuais para situações de emergência.
A liderança econômica da Espanha justificou a decisão afirmando que o bloqueio está alinhado à postura oficial de não contribuir ou participar de uma guerra iniciada de maneira unilateral, que o governo local considera uma violação do direito internacional.
A cúpula governamental avaliou que a medida é necessária, mesmo diante do risco de piora e de desgaste nas relações diplomáticas com os aliados ocidentais.
A chefia do governo espanhol tem se consolidado como uma das vozes mais críticas à ofensiva militar coordenada por forças americanas e israelenses contra o território iraniano, classificando publicamente as operações como imprudentes e ilegais.
A postura firme de Madri, mesmo sendo um país-membro da aliança militar do Atlântico Norte, gerou atritos diretos com Washington.
Em retaliação às reiteradas negativas de uso das bases e do espaço aéreo, a presidência dos Estados Unidos chegou a ameaçar o corte de relações e acordos comerciais com a nação europeia, elevando a tensão diplomática.




