A agência espacial norte-americana anunciou o desenvolvimento e o lançamento da Space Reactor-1 Freedom, a primeira espaçonave interplanetária movida a energia nuclear, com previsão de envio ao espaço antes do final do ano de 2028.
A missão inédita, revelada durante um evento oficial em Washington nesta terça-feira, demonstrará a viabilidade da propulsão elétrica nuclear em uma viagem a Marte.
Além do avanço no sistema de navegação, o projeto inovador inclui a implantação de uma frota de helicópteros autônomos para explorar a superfície do planeta vermelho em busca de locais seguros para futuros pousos humanos.
A espaçonave transportará um reator de fissão alimentado por urânio levemente enriquecido de alto teor, utilizando um sistema de conversão de energia para gerar eletricidade destinada a propulsores de íons de xenônio.
Diferente dos conceitos térmicos estudados nas últimas décadas, a nova tecnologia divide átomos para alimentar propulsores elétricos altamente eficientes.
Para acelerar o projeto, a agência reaproveitará o módulo de energia e propulsão originalmente construído para a estação orbital Lunar Gateway, que teve seu desenvolvimento pausado.
A direção técnica do programa destacou que a propulsão nuclear elétrica oferece uma capacidade extraordinária para o transporte eficiente de massa no espaço profundo, viabilizando missões de alta potência até mesmo além de Júpiter.
Ao alcançar a órbita de Marte, o que deve ocorrer cerca de um ano após o lançamento, a espaçonave liberará a carga útil batizada de Skyfall.
O sistema é composto por múltiplos helicópteros projetados para explorar a superfície de forma autônoma.
As aeronaves serão liberadas diretamente durante a descida pela atmosfera marciana, voando por conta própria até o chão e eliminando a necessidade de uma plataforma de pouso tradicional.
Cada unidade operará de maneira independente para coletar imagens de alta resolução e dados de radar do subsolo, identificando depósitos de gelo e certificando zonas seguras para as futuras missões tripuladas.
A abordagem tecnológica é baseada no sucesso do pequeno helicóptero Ingenuity, que completou dezenas de voos em Marte nos últimos anos.
O cronograma agressivo de desenvolvimento prevê que os trabalhos principais de montagem de hardware comecem já no mês de junho, com os testes de integração finalizados até janeiro de 2028.
O veículo completo deve chegar ao local de lançamento em outubro do mesmo ano, visando a janela de transferência ideal para Marte em dezembro.
A administração da agência confirmou que a atual reestruturação dos planos de exploração, que incluiu a pausa na estação orbital lunar, visa redirecionar recursos financeiros para estabelecer uma base fixa na Lua e acelerar as missões tripuladas.
A liderança da instituição justificou as mudanças ressaltando que há uma forte competição espacial entre grandes potências globais em andamento, onde o tempo é crucial e os resultados definirão a liderança na exploração do espaço profundo.




