O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, , afirmou nesta sexta-feira que representantes de distribuidoras e postos de combustíveis poderão ser presos caso haja prática de especulação de preços. A declaração ocorre em meio ao cenário internacional pressionado pela guerra no Oriente Médio, que tem impacto direto no mercado de energia.
Segundo o ministro, o governo federal pretende agir com rigor diante de aumentos considerados abusivos, reforçando a possibilidade de responsabilização criminal de agentes do setor. A fala acende um alerta no mercado e amplia o debate sobre intervenção estatal em um momento de volatilidade nos preços.
Durante entrevista no Rio de Janeiro, Boulos também anunciou que deve se reunir com caminhoneiros na próxima quinta-feira (26). O encontro ocorre após a categoria ter recuado de uma possível greve, anunciada anteriormente, o que havia gerado preocupação sobre o abastecimento no país.
Nos bastidores, a sinalização do governo é de tentar conter uma nova escalada nos combustíveis e evitar impactos mais amplos na economia. Ainda assim, especialistas avaliam que declarações com tom punitivo tendem a aumentar a insegurança no setor, especialmente em um ambiente já pressionado por fatores externos.
A movimentação do Palácio do Planalto indica uma tentativa de resposta rápida à alta dos preços, mas levanta questionamentos sobre os limites da atuação governamental no mercado e seus efeitos práticos no bolso do consumidor.




