O ministro André Mendonça decidiu prorrogar por mais 60 dias o inquérito que apura suspeitas envolvendo o chamado “caso Master”, ampliando o tempo de investigação sobre possíveis fraudes ligadas à instituição financeira.
A decisão ocorre após o vencimento do prazo anterior, que havia sido fixado ainda sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Agora, com Mendonça no comando, o processo ganha novo fôlego — e, ao que tudo indica, ainda tem muita coisa para sair do forno.
O inquérito envolve apurações relacionadas à CPMI do INSS e à chamada “Operação Compliance Zero”, conduzida pela Polícia Federal. Entre os materiais já recolhidos estão celulares, computadores e uma montanha de documentos que ainda dependem de perícia técnica — o que ajuda a explicar por que a investigação parece ter virado série longa, daquelas sem previsão de último episódio.
Segundo a PF, o volume de provas pendentes e a necessidade de novas diligências justificam a extensão do prazo. A expectativa é que, nos próximos meses, novas etapas da investigação avancem para esclarecer o alcance das irregularidades.
O caso ganhou dimensão nacional após envolver suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e conexões políticas sensíveis. Nos bastidores, o que se comenta é que o enredo ainda pode atingir figuras relevantes — e não apenas no sistema financeiro.
Enquanto isso, o relógio corre… mas a investigação, pelo visto, prefere caminhar sem pressa.




