PF vê risco de fuga de Lulinha e leva suspeita ao STF

Foto: reprodução das redes sociais
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A Polícia Federal apontou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma suspeita sensível envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. Segundo relatório da investigação, ele teria viajado ao exterior “sem previsão de volta”, o que, para os investigadores, pode indicar uma possível tentativa de deixar o país diante do avanço das apurações.

O documento foi encaminhado no âmbito de um pedido de quebra de sigilo bancário, posteriormente autorizado pelo ministro André Mendonça. A suspeita surgiu durante a análise da relação de Lulinha com o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como figura central em um esquema bilionário que teria lesado aposentados.

De acordo com a PF, a viagem ao exterior, sem data definida de retorno, somada ao vínculo com o investigado, levantou alerta dentro da apuração. Em linguagem técnica — mas com tradução livre —, os investigadores viram ali um “cheiro” de evasão.

A defesa do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nega qualquer intenção de fuga. Os advogados afirmam que a mudança para fora do país já estava planejada antes da deflagração da operação policial e que o objetivo era, inclusive, matricular os filhos em instituições de ensino na Europa.

O caso está inserido na chamada Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes envolvendo benefícios previdenciários e possível lavagem de dinheiro por meio de negócios ligados ao setor de canabidiol. A PF apura se houve conexão entre esses recursos e iniciativas empresariais discutidas durante viagens ao exterior.

Paralelamente, o nome de Lulinha também aparece em outras frentes da investigação, incluindo menções em depoimentos e pedidos de medidas cautelares por parlamentares, que alegam risco de fuga — cenário que segue em análise no STF.

Nos bastidores de Brasília, o episódio adiciona mais pressão a um caso que já vinha carregado de tensão política e jurídica. E, como de costume, quando investigação, família presidencial e STF entram na mesma frase… dificilmente termina em nota de rodapé.

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