DF atinge 70% de renovação na frota de ônibus escolares

Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
Garantir o acesso digno e seguro à educação é um dever constitucional inegociável do Estado, e o Distrito Federal deu um passo necessário para sair do atraso logístico ao renovar quase setenta por cento de sua frota de transporte escolar.

Cumprindo a obrigação básica de substituir veículos defasados que por anos precarizaram a rotina dos alunos, o governo incorporou setecentos e vinte e três novos ônibus ao sistema desde dois mil e vinte e um.

A medida estrutural ampliou o atendimento diário, que hoje abrange mais de setenta mil estudantes matriculados em quatrocentas e cinquenta e cinco escolas da rede pública de ensino, corrigindo um déficit histórico de infraestrutura que frequentemente comprometia a permanência dos jovens nas salas de aula.

A mudança de cenário foi impulsionada por uma reestruturação administrativa tardia, mas fundamental, na forma como o poder público gere os contratos com as empresas terceirizadas.

A Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília, autarquia responsável pela coordenação integral do sistema, precisou reformular suas planilhas de custos para forçar os empresários do setor a modernizarem suas garagens.

Ao atrelar a remuneração financeira à idade da frota, o governo cortou a margem para a circulação de veículos precários e estabeleceu um controle operacional mais rigoroso, exigindo a entrega de um serviço profissionalizado que inclui motoristas capacitados e a presença constante de monitores para auxiliar os estudantes ao longo de todas as rotas.

A distribuição dessa frota renovada segue a lógica natural da demanda demográfica, priorizando o atendimento de quem reside mais distante das unidades escolares.

O mapeamento logístico concentra a maior parte dos ônibus em regiões periféricas de grande extensão, com Planaltina liderando o volume com cento e vinte e seis veículos, seguida de perto por Sobradinho e pelo eixo viário do Guará e da Estrutural, enquanto outras regiões administrativas recebem o contingente proporcional às suas necessidades.

Para os milhares de alunos que dependem exclusivamente desse serviço e enfrentam longos trajetos todos os dias, as melhorias físicas no interior dos ônibus não são encaradas como um benefício extra, mas sim como a entrega da estrutura mínima para que consigam chegar à escola sem exaustão e com a disposição necessária para o

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