A escalada da campanha militar entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, que já atinge o seu quinto dia consecutivo, começou a gerar fortes ondas de choque nos mercados financeiros globais.
A gigante automotiva Toyota Motor comunicou ao mercado a decisão estratégica de cortar a produção de quase quarenta mil veículos que seriam destinados à região, refletindo o temor imediato com a segurança do transporte marítimo após as ameaças iranianas de atacar embarcações comerciais que tentem cruzar o Estreito de Ormuz.
O impacto também foi sentido com força na Índia, onde a maior empresa de infraestrutura do país, a Larsen and Toubro, viu suas ações despencarem cerca de onze por cento ao longo de quatro pregões.
A forte retração reflete o pânico dos investidores com possíveis interrupções em uma pesada carteira de pedidos concentrada no Golfo, visto que quase quarenta por cento dos contratos da companhia dependem de mercados como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.
Apesar da liquidação massiva que fez os papéis caírem para os níveis mais baixos desde outubro do ano passado, analistas de grandes bancos de investimento mantêm uma postura otimista, avaliando a queda como uma oportunidade de compra passageira, sustentados pelo histórico da empresa em diversificar geograficamente suas operações durante crises anteriores e por um volume sólido de encomendas globais.
O setor europeu e americano de defesa também experimentou dias de extrema volatilidade. Inicialmente, gigantes da indústria bélica registraram disparadas expressivas em suas cotações, impulsionadas pela expectativa do mercado de um aumento imediato nos gastos militares globais.
Nos pregões seguintes, os índices que acompanham o setor aeroespacial na Europa e nos Estados Unidos sofreram retrações significativas.
O movimento de realização de lucros e a cautela tomaram conta das mesas de operação à medida que os investidores começaram a calcular os impactos econômicos devastadores de um conflito prolongado, especialmente diante da ameaça real ao escoamento de aproximadamente vinte por cento de todo o comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.




