Usuários do transporte público que fazem a ligação entre o Entorno do Distrito Federal e a capital relatam que o novo aumento das passagens rodoviárias está “pesando no bolso”, em um cenário em que os custos já consomem grande parte do orçamento mensal de quem depende do ônibus para trabalhar ou estudar.

O reajuste, aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), corresponde a 2,546% e passa a valer a partir de 22 de fevereiro de 2026, com algumas tarifas chegando a R$ 12,35 em trajetos como o de Luziânia até Brasília.
Passageiros ouvidos na Rodoviária do Plano Piloto afirmaram que o impacto do reajuste é sentido no orçamento familiar: muitos usam o transporte todos os dias e já vêem as despesas com passagens crescerem em períodos curtos, sem que seus salários acompanhem a elevação dos custos.
A responsabilidade pelo aumento não é apenas local. O reajuste tarifário foi definido pela ANTT, agência federal vinculada ao governo federal, que regula os serviços de transporte rodoviário interestadual e semiurbano, incluindo as linhas que ligam o Entorno ao Distrito Federal.
Em nota, a ANTT explicou que a atualização faz parte de um processo técnico previsto em norma, com base em índices como inflação e custos operacionais, e que não há subsídio público para esses serviços — o que leva os custos a serem integralmente repassados ao usuário quando há ajustes.
Criticamente, esse tipo de reajuste sob gestão federal ocorre em um momento em que trabalhadores enfrentam pressões crescentes no orçamento, aumentando o custo de deslocamento diário sem oferta de alternativas estruturais de transporte ou subsídios que aliviem o impacto direto nos bolsos das famílias.
Enquanto isso, moradores do Entorno e usuários do transporte seguem avaliando como os sucessivos aumentos recentes — esse é o segundo em menos de cinco meses — têm afetado suas despesas, reforçando a preocupação com a sustentabilidade financeira de quem depende do ônibus todos os dias para se deslocar.




