Um auditor da Receita Federal que estaria envolvido na suspeita de vazamento de dados fiscais da enteada do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi afastado da chefia da unidade onde trabalhava, informou coluna da jornalista Manoela Alcântara no Metrópoles.
O afastamento ocorre em meio à investigação em curso sobre acessos indevidos a informações sigilosas de ministros da Corte e familiares por parte de servidores da Receita, que já motivou buscas da Polícia Federal em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia e a demissão de outros servidores suspeitos.
Conforme a coluna, a mudança de posição do auditor teria sido determinada pela própria Receita como medida administrativa diante dos indícios de que ele tenha realizado consultas a dados fiscais de uma enteada do ministro Gilmar Mendes sem autorização judicial, o que fere normas internas e legislação sobre sigilo de informações tributárias.
A suspeita de vazamento ganhou maior visibilidade após a Polícia Federal, em conjunto com determinações do ministro Alexandre de Moraes, ter desencadeado um rastreamento de acessos aos sistemas da Receita nos últimos três anos. O objetivo é identificar autorizações irregulares de consulta a dados de ministros, parentes e terceiros, além de possíveis práticas ilícitas envolvendo servidores públicos.
O episódio está diretamente relacionado a uma operação mais ampla que investiga supostas quebras de sigilo fiscal que envolveriam dados de integrantes da Corte. As apurações têm repercutido em setores políticos e jurídicos, diante do potencial impacto institucional e das questões éticas envolvidas no manejo de informações sensíveis por parte de agentes públicos.
Até o momento, não há confirmação oficial de que o auditor tenha sido formalmente indiciado ou que medidas judiciais tenham sido adotadas contra ele, mas a perda de posição de chefia indica que a Receita Federal está tomando medidas internas enquanto os desdobramentos seguem em análise.




