Nos Emirados Árabes Unidos, a parceria entre a paulista Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski deu mais um passo importante em busca do título do prestigiado WTA 1000 de Dubai, assegurando a classificação para as quartas de final após uma batalha de uma hora e nove minutos contra a dupla formada pela tcheca Marie Bouzkova e pela indonésia Janice Tjen.
O avanço no torneio asiático exigiu resiliência. Após um primeiro set dominante, Stefani e Dabrowski sofreram um revés na segunda parcial, forçando a decisão para o super tie-break.
A avaliação técnica interna da dupla apontou que as condições rápidas das quadras em Dubai tornam o sistema de pontuação extremamente volátil, exigindo concentração redobrada.
Com um jogo sólido no momento crítico, elas fecharam o desempate em 10 a 3.
O próximo desafio promete ser de altíssimo nível contra a mexicana Giulia Olmos e a estadunidense Jessica Pegula, que chegam embaladas após eliminarem as atuais campeãs do Aberto da Austrália.
Caso avancem, a brasileira e a canadense ficarão a apenas um triunfo de um reencontro com a dupla que as eliminou nas duas últimas competições do circuito.
Clima de final no Rio Open
Enquanto Stefani brilha no exterior, as atenções em solo nacional se voltam para a Quadra Guga Kuerten, no Jockey Club Brasileiro, que recebe na noite desta terça-feira o embate mais aguardado do Rio Open.

O confronto coloca frente a frente o carioca João Fonseca, de 19 anos, atual principal nome do país no ranking da ATP, e o cearense Thiago Monteiro, de 31 anos, que por muito tempo carregou o posto de número um do Brasil.
O choque de gerações ganha ares de dramaticidade, pois o vencedor poderá encerrar a rodada como o único representante verde e amarelo vivo na chave de simples da competição de nível 500.
Logo na sequência, o talento precoce também será testado com a estreia do goiano Luís Guto Miguel, de apenas 16 anos, que faz sua primeira aparição em um torneio desse porte enfrentando o lituano Vilius Gaubas.
A pressão sobre os tenistas que entram em quadra hoje aumenta após uma segunda-feira amarga, marcada pela eliminação de três brasileiros na chave de simples, mesmo jogando em alto nível.
Tais quedas, deixaram um misto de frustração e aprendizado para os atletas.
As avaliações pós-jogo destacaram que confrontos contra adversários mais bem ranqueados exigem o limite do esforço físico e mental, e que as partidas acabaram escapando por detalhes mínimos nas retas finais dos sets, como ocorreu com Gustavo Heide e João Lucas Reis.
O paulista Igor Marcondes também viveu um drama parecido, impressionando seu adversário peruano no primeiro set, mas sofrendo uma virada dolorosa.
Para amenizar as perdas individuais, a torcida aposta agora nas chaves de duplas, que contam com o embate noturno dos paulistas Felipe Meligeni Alves e Marcelo Zormann contra uma parceria europeia formada por Bélgica e Holanda.




