Na esteira das críticas feitas pela defesa do homicida Pedro Turra à condução das investigações sobre a morte de Rodrigo Castanheira, o delegado Pablo Aguiar, responsável pelo caso, reagiu publicamente às acusações e afirmou que a defesa “vai ter que provar em juízo” qualquer alegação de irregularidade ou parcialidade no trabalho policial, informa o Correio Braziliense.
A estratégia da defesa, capitaneada pelo advogado Daniel Kaefer, incluiu acusações de que o delegado teria agido com “pretensão eleitoreira”, conduzido o inquérito de forma midiática e, em algumas declarações, mentido sobre elementos da investigação — críticas que, segundo especialistas ouvidos por este noticiário, não trouxeram provas concretas que sustentem tais afirmações técnicas.
Em resposta, o delegado Aguiar destacou que a defesa precisará comprovar, no âmbito do processo, cada uma das suas acusações. “Se alguém afirma que fiz algo inadequado, vai ter que provar em juízo. A investigação segue rigorosamente os pressupostos legais, e eventuais críticas devem ser sustentadas com provas, não com insinuações”, disse o delegado à imprensa.
Autoridades judiciais já haviam reforçado que a prisão preventiva de Turra foi mantida tanto pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) quanto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), indicando que instâncias superiores analisaram os autos e não identificaram vícios que pudessem justificar a soltura do investigado.
O episódio ganhou repercussão após a defesa tentar questionar não apenas a condução da investigação, mas a credibilidade das declarações do delegado. Segundo a acusação, teria havido suposta “espetacularização” do caso. Para Aguiar, entretanto, a investigação segue os trâmites legais e é embasada em provas reunidas de forma técnica.
O contexto é complexo: além do homicídio de Castanheira em 2025, outro episódio envolvendo uma vítima — o caso de Arthur Azevedo, que acusa Turra de agressão no mesmo período — também integra o conjunto de elementos sob análise, segundo registros judiciais. Esse histórico reforça a argumentação de que a defesa precisa trazer evidências consistentes se quiser rebater as conclusões das diligências.
Especialistas em direito penal consultados por este noticiário afirmam que ataques à autoridade policial são comuns em casos de grande repercussão, mas que, na ausência de provas documentais ou periciais, tais estratégias processuais não costumam alterar decisões judiciais sólidas — especialmente quando já estão sob julgamento de tribunais superiores.
Até o momento, a defesa de Turra não apresentou documentação pública adicional que comprove as supostas falhas na investigação apontadas em suas críticas.




