O volume de entregas é um indicador crucial para o mercado financeiro, pois é neste momento que as fabricantes recebem a maior parte do pagamento pelas aeronaves.
Do total entregue pela Boeing, 38 unidades foram do modelo 737 MAX e cinco do 787 Dreamliner.
Já a Airbus, enfrentando uma desaceleração natural após um dezembro intenso, entregou majoritariamente modelos da família A320neo.
Além das entregas físicas, o otimismo em Wall Street é alimentado por novos contratos, bom momento pois a gigante americana registrou 107 pedidos brutos no mês.
Entre os destaques estão a compra de 50 jatos 737 MAX pelo Aviation Capital Group e a confirmação de 30 unidades do mesmo modelo pela Air India, que segue em agressiva expansão.
Outro marco importante foi o movimento da Delta Air Lines, que formalizou seu primeiro pedido direto de Boeing 787 Dreamliners, comprometendo-se com 30 jatos de fuselagem larga (widebody) para modernizar sua frota e substituir modelos menos eficientes.
Os dados de janeiro reforçam a tendência observada em 2025, quando a Boeing entregou 600 aviões e superou a Airbus em pedidos líquidos pela primeira vez em sete anos.
Com uma carteira de encomendas que ultrapassa 6.100 aeronaves, a direção da empresa avalia que as bases para o crescimento sustentável estão estabelecidas, deixando para trás os anos de crise.




