A empresa anunciou que sua terceira geração de baterias de íon-sódio alcançou a marca de 10.000 ciclos de carga e descarga.
O número representa um salto tecnológico significativo, superando largamente a vida útil das baterias de lítio convencionais, que costumam suportar entre 1.500 e 3.000 ciclos.
O avanço resolve um dos principais obstáculos históricos dessa tecnologia: a durabilidade. Segundo relatórios da indústria, esse desempenho coloca a BYD no topo do desenvolvimento global de armazenamento de energia.
Além da longevidade, as novas células de 200Ah demonstraram superioridade em segurança e estabilidade, especialmente em baixas temperaturas.
A estratégia da companhia é utilizar o sódio, um recurso mil vezes mais abundante que o lítio na natureza, como uma proteção contra a volatilidade dos preços das matérias-primas. A data para a produção em massa dependerá agora da demanda do mercado consumidor.
Além das novidades com o sódio, a montadora confirmou seu cronograma para as aguardadas baterias de estado sólido.
O plano é iniciar a produção em pequena escala de modelos baseados em sulfeto já em 2027.
A tecnologia, que utiliza cátodos de alto níquel e ânodos de silício, promete densidade energética de até 400 Wh/kg.
Na prática, isso pode permitir veículos com autonomia superior a 1.000 quilômetros e recargas de 0 a 80% em apenas 10 minutos.
A expectativa é que, inicialmente, essa tecnologia equipe frotas de demonstração de marcas premium do grupo, como a Yangwang, antes de chegar aos modelos de massa das linhas Dynasty e Ocean por volta de 2030.




