Os casos de sarampo nas Américas aumentaram de forma expressiva em 2025 e no início de 2026, levando a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), ligada à Organização Mundial da Saúde, a emitir um alerta epidemiológico à região. A entidade pediu que os países reforcem a vigilância e as campanhas de vacinação para conter a disseminação da doença.
Segundo o relatório mais recente, foram confirmados 14.891 casos de sarampo em 2025 em 13 países das Américas, um aumento de cerca de 32 vezes em relação aos 466 casos registrados em 2024.

Nos primeiros três semanas de 2026, foram notificados mais de 1.000 novos casos, espalhados por sete países, incluindo Estados Unidos, México e Canadá — estes últimos enfrentando surtos significativos.
A OPAS ressaltou que a maioria dos infectados é não vacinada ou tem esquema vacinal incompleto, e que a queda nas taxas de imunização contribui diretamente para a propagação da doença. Dados de vigilância indicam que muitos países da região não alcançam a cobertura recomendada de 95% com duas doses da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), considerado necessário para interromper a transmissão.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por gotículas respiratórias, podendo causar complicações graves como pneumonia, encefalite e, em casos extremos, morte — especialmente em crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas.
A OPAS orienta países da região a intensificarem a vigilância epidemiológica, a identificação precoce de casos suspeitos e a realização de campanhas de vacinação para fechar as lacunas de imunidade e proteger a população mais vulnerável.
O que isso significa A região das Américas havia sido declarada livre do sarampo há anos, mas o retorno de casos evidencia a fragilidade da proteção quando a cobertura vacinal cai. A circulação contínua do vírus pode resultar em surtos maiores se não houver resposta rápida. A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir a doença.




