Nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que houve um agravamento no estado de saúde do político, enquanto um laudo pericial da Polícia Federal (PF), considerado crucial pelos advogados, ainda não foi apresentado no prazo inicialmente fixado.
Segundo a petição enviada ao relator do processo, os advogados afirmam que Bolsonaro voltou a apresentar sintomas como episódios recorrentes de vômitos e crises prolongadas de soluços, o que, em sua avaliação, caracteriza um quadro clínico que se deteriorou e que precisa de avaliação urgente.
A defesa argumenta que a demora na entrega do laudo pericial da Polícia Federal, que deveria esclarecer a condição médica do ex-presidente, impede uma avaliação adequada da situação e compromete o exercício da ampla defesa em procedimentos judiciais em curso. O documento técnico é considerado essencial tanto para a análise da defesa quanto para a deliberação do STF sobre medidas que envolvem restrições ou condições de cumprimento de pena.
O exame pericial foi determinado no contexto da discussão sobre a situação processual de Bolsonaro e sobre a possibilidade de adoção de medidas alternativas à custódia tradicional, dependendo das conclusões médicas. A defesa sustenta que, sem o documento oficial, não há como confrontar ou confirmar avaliações clínicas já apresentadas por médicos que acompanham o ex-presidente.
Até o momento, não houve divulgação pública de um novo prazo para a entrega do laudo, nem de um posicionamento oficial do STF ou da Polícia Federal sobre eventual urgência no procedimento solicitado pela defesa. O caso segue sob análise da Corte.




