O levantamento estatístico do Detran-DF revelou que, embora tenha havido uma redução nas mortes de pedestres e ciclistas, a capital federal assistiu a um aumento alarmante na fatalidade envolvendo motociclistas e no consumo de álcool ao volante.
Os números mostram que os ciclistas mortos diminuíram 11,1% e os pedestres vitimados caíram 4,9% em comparação a 2024.
No entanto, o alerta máximo acendeu para as duas rodas: a quantidade de motociclistas que perderam a vida saltou de 74 para 104, um aumento de 40,5%.
Eles agora representam a maior fatia das vítimas fatais no trânsito local.
Outro dado que chama a atenção das autoridades é a presença do álcool como fator determinante nas tragédias. Houve um crescimento de 46,2% nos sinistros fatais onde a embriaguez foi constatada.
A direção perigosa também se destacou: a perda de controle do veículo e a condução muito próxima a outro carro (colada na traseira) foram listadas como as principais causas das mortes, especialmente entre os motociclistas.
A vulnerabilidade física de quem está na moto, somada ao desrespeito às leis, cria esse cenário letal.
O órgão reforçou que os dados servirão para direcionar novas campanhas de engenharia e educação, focando especificamente na conscientização sobre o uso do capacete, distância de segurança e pontos cegos.
O relatório traça ainda o perfil predominante das vítimas: homens (80,8%), com idade entre 20 e 59 anos. As cidades com mais registros de acidentes fatais em vias urbanas foram Ceilândia e Plano Piloto.
O período mais crítico para se estar nas ruas, segundo a estatística, são os finais de semana, concentrando a maior parte das ocorrências.




