Montadoras chinesas batem recorde e conquistam 10% do mercado europeu

Foto: Divulgação/Leapmotor
Foto: Divulgação/Leapmotor
O mercado automotivo europeu encerrou 2025 com um marco histórico que redesenha a disputa global do setor.

Pela primeira vez, as montadoras chinesas foram responsáveis por quase um em cada dez carros de passeio vendidos na Europa no mês de dezembro.

A participação de mercado atingiu 9,5%, superando concorrentes tradicionais sul-coreanas, como a Kia, em uma base trimestral inédita.

Os dados da consultoria Dataforce revelam um crescimento exponencial. O número de veículos chineses vendidos dobrou em relação ao ano anterior, ultrapassando a barreira das 100 mil unidades em um único mês.

No acumulado do ano, foram mais de 810 mil entregas, um salto de 99% comparado a 2024. A marca MG, pertencente à SAIC Motor, liderou a ofensiva, sendo a única representante da China a figurar no top 20 geral de vendas no continente, seguida por gigantes como BYD, Leapmotor e Chery.

O motor desse crescimento é a eletrificação, assim aproveitando a vantagem tecnológica na produção de baterias, as marcas chinesas abocanharam 16% do mercado europeu de veículos eletrificados apenas em dezembro.

Analistas de mercado apontam que a aceitação foi surpreendentemente rápida, especialmente no sul da Europa, onde os consumidores demonstraram maior flexibilidade para trocar marcas tradicionais pelas novas opções asiáticas, um comportamento que superou as previsões iniciais para o segmento de veículos elétricos.

Esse avanço ocorre em um momento de virada energética, já em dezembro, as vendas de carros totalmente elétricos na União Europeia superaram as de modelos a gasolina pela primeira vez, com os registros de elétricos subindo 51%, enquanto os veículos a combustão caíram 19%.

Especialistas alertam que essa ascensão chinesa pode reconfigurar a sobrevivência de outras marcas no continente.

A avaliação é que o volume significativo capturado pelas novas montadoras deve dificultar a operação de concorrentes menores ou menos adaptados à transição elétrica.

Mesmo diante de negociações sobre tarifas e acordos de preços entre a União Europeia e a China, as empresas mantêm planos agressivos. A BYD, por exemplo, projeta aumentar suas exportações globais em quase 25% ao longo de 2026.

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