Presidentes e enviados dos EUA, Rússia e Ucrânia avançaram em novas negociações diplomáticas visando um plano para encerrar a guerra que já dura quase quatro anos. As conversas começaram com um encontro de quase **quatro horas entre o presidente russo, Vladimir Putin, e os representantes dos Estados Unidos — Steve Witkoff (enviado especial da Casa Branca), Jared Kushner (assessor sênior e genro do presidente Donald Trump) e outro oficial americano — no Kremlin, em Moscou.
A reunião, realizada na noite de quinta-feira (22), teve como foco a apresentação do plano americano de paz para a Ucrânia e serviu como preparação para uma nova rodada de negociações trilaterais entre Rússia, Ucrânia e EUA, prevista para acontecer nos Emirados Árabes Unidos (Abu Dhabi) nos dias 23 e 24 de janeiro.
Segundo autoridades diplomáticas russas, a conversa foi considerada “útil e franca” e abriu espaço para o grupo de trabalho começar formalmente as discussões de segurança em Abu Dhabi — onde representantes militares russo, americano e ucraniano devem debater questões sensíveis, incluindo o controle territorial no leste da Ucrânia.
No entanto, apesar de o diálogo continuar, o principal obstáculo permanece o requisito russo por concessões territoriais: Moscou insiste que não haverá um acordo duradouro sem que a chamada questão territorial seja resolvida, especialmente em áreas do Donbas ainda em disputa. A Ucrânia rejeita a ideia de ceder território sob seu controle como condição para a paz.
Esse processo diplomático ocorre enquanto líderes europeus e americanos têm buscado caminhos para avançar nas negociações, mas até o momento nenhum acordo de paz definitivo foi firmado, e as partes ainda procuram um terreno comum sobre segurança, soberania e retirada de tropas.
O que vem a seguir:
➡️ Conversações trilaterais em Abu Dhabi entre Rússia, Ucrânia e EUA, com a participação de enviados oficiais das três nações.
Contexto: esses esforços fazem parte da tentativa internacional — em especial dos Estados Unidos — de mediar um fim ao conflito, que já gerou enorme destruição e crises humanitárias desde a invasão russa em 2022.




