O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar forte tensão diplomática internacional ao reforçar sua intenção de que os EUA assumam o controle da Groenlândia — um território autônomo pertencente à Dinamarca — e ao divulgar conversas privadas com líderes estrangeiros sobre o tema.
Trump publicou nas suas redes sociais capturas de **mensagens privadas enviadas pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e pelo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, relativas à sua proposta sobre a Groenlândia. Nas mensagens, Macron expressa surpresa e questiona a postura dos EUA, ao mesmo tempo em que se oferece para organizar uma cúpula do Grupo dos Sete (G7) em Paris.
O presidente americano tem defendido que os Estados Unidos precisam ter controle direto da Groenlândia, alegando que isso seria “essencial para a segurança nacional e global”. Trump afirmou ainda que “não há como voltar atrás” nessa ambição, reforçando o argumento de que a presença americana no território ártico é estratégica principalmente em termos de defesa e posicionamento geopolítico.
O governo dinamarquês e as autoridades groenlandesas repetidamente rejeitaram a ideia de venda ou transferência de soberania, destacando que a ilha não está à venda e que a Groenlândia escolhe permanecer como parte do Reino da Dinamarca. Lideranças locais têm pedido respeito à autodeterminação do povo groenlandês e ao direito internacional.
Além disso, a escalada da disputa envolvendo a Groenlândia já provocou respostas significativas:
Resposta militar: A Dinamarca reforçou a presença de tropas na Groenlândia, ao lado de aliados europeus, como parte de exercícios e medidas de defesa do território diante das pressões americanas. Tarifas como instrumento de pressão: Trump anunciou a imposição de tarifas adicionais sobre produtos de países europeus que enviaram tropas ou se opuseram às suas ações, como Dinamarca, França e outros aliados. Essas tarifas podem chegar a 25% se um acordo sobre a Groenlândia não for alcançado até junho de 2026. Reações europeias: Líderes europeus, incluindo Macron, classificaram as ameaças tarifárias como inaceitáveis e pouco diplomáticas, reforçando a defesa da soberania dinamarquesa sobre a ilha.
A situação gerou também protestos em várias cidades europeias sob o lema “Groenlândia não está à venda”, reunindo milhares de pessoas que rejeitam a postura americana considerada expansionista.
O caso, que se desenrola em meio ao Fórum Econômico Mundial em Davos e a negociações transatlânticas delicadas, reflete um momento de grande tensão nas relações entre os EUA e seus tradicionais aliados europeus, com implicações diplomáticas, comerciais e de segurança geopolítica no Ártico e além.
Se você quiser, posso também montar uma linha do tempo dos principais episódios dessa crise envolvendo os EUA e a Groenlândia até hoje.




