Levantamentos realizados por empresas de cibersegurança identificaram, apenas neste mês, mais de uma dezena de sites fraudulentos que mimetizam portais oficiais de governos estaduais.
O foco dos criminosos está em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, onde páginas falsas prometem descontos inexistentes para induzir o contribuinte a realizar transferências imediatas via Pix.
A mecânica da fraude é sofisticada e começa nos mecanismos de busca. Os estelionatários pagam por anúncios patrocinados para que seus links apareçam como os primeiros resultados quando o cidadão pesquisa por termos como “pagamento IPVA”.
Ao acessar esses endereços, que muitas vezes misturam siglas oficiais com termos genéricos, a vítima encontra um ambiente visualmente idêntico ao do governo.
No entanto, órgãos de fazenda alertam que a administração pública jamais envia boletos ou links de cobrança por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens.
Para evitar cair na armadilha, a verificação do destinatário do pagamento é a barreira de segurança mais eficaz.
Antes de confirmar a transação via Pix, é imperativo conferir os dados na tela do banco, o recebedor deve ser obrigatoriamente a Secretaria de Fazenda ou o Tesouro Estadual, vinculado a um CNPJ de órgão público, caso o beneficiário seja uma pessoa física, uma empresa desconhecida ou “LTDA”, o procedimento deve ser cancelado imediatamente.
Se o pagamento já tiver sido efetuado, o tempo é o fator crucial para tentar reverter o prejuízo.
O Banco Central disponibiliza o Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta exclusiva para casos de fraudes no Pix.
A orientação é que a vítima entre em contato com seu banco imediatamente pelo aplicativo oficial para registrar a contestação, o que permite o bloqueio cautelar dos valores e a análise entre as instituições financeiras, aumentando as chances de recuperação do dinheiro.




