A direita bolsonarista voltou a expor suas fissuras internas após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgar uma carta dura contra o jornalista Allan dos Santos. O episódio, que rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, escancara um conflito que vai além de divergências pontuais e revela disputas de narrativa, protagonismo e influência no campo conservador.
Na manifestação, Michelle acusa Allan de fazer “acusações levianas e injustas” e de agir como “ventríloquo” de interesses ocultos. A resposta veio após críticas do jornalista à agenda de viagens da ex-primeira-dama, que ele classificou de forma ofensiva, sugerindo distanciamento político e pessoal em relação a Jair Bolsonaro.
Ao reagir, Michelle adotou um tom pessoal e político. Disse que atua a pedido do marido, que integra o PL Mulher e que suas viagens têm como objetivo manter o legado de Bolsonaro vivo, denunciar ataques e mobilizar apoiadores. A fala, porém, também evidencia um incômodo crescente com setores da própria direita que passaram a questionar estratégias, discursos e lideranças.
O embate não é isolado. Nos bastidores, aliados reconhecem que o campo conservador enfrenta um momento de fragmentação, marcado por disputas internas, ataques públicos e tentativas de redefinir quem fala em nome do bolsonarismo. A troca de acusações, agora explícita, reforça a percepção de que a unidade pregada em discursos já não se sustenta na prática.
Mais do que um episódio pessoal, o confronto sinaliza um racha político que pode ter reflexos diretos na reorganização da direita brasileira, especialmente em um cenário de pré-articulação eleitoral e busca por novas referências de liderança.
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