O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) divulgou um comunicado afirmando que o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente sob custódia do Estado, estaria exposto de forma contínua a ruído intenso provocado por um equipamento de ar-condicionado central instalado junto à parede da cela, situação que, segundo ele, agrava o estado de saúde do detento.
De acordo com o relato, em vez de eliminar a origem do problema, as autoridades teriam fornecido protetores auriculares como medida paliativa. Para Carlos Bolsonaro, a solução adotada demonstra que os responsáveis tinham ciência da irregularidade, mas optaram por manter a condição adversa, transferindo ao custodiado o ônus de suportá-la.
“Ruído constante, privação de descanso e ambiente hostil configuram tratamento degradante, especialmente quando impostos a alguém com quadro de saúde sensível, agravando riscos físicos e psicológicos de forma desnecessária e injustificável”, afirmou Carlos Bolsonaro no comunicado.
Na nota, o vereador sustenta que nenhuma forma de custódia autoriza humilhação e que medidas administrativas não substituem o dever do Estado de assegurar dignidade, integridade e humanidade às pessoas privadas de liberdade.
A manifestação ocorre em meio a questionamentos sobre as condições de custódia e o atendimento médico dispensado ao ex-presidente, tema que já motivou pedidos de providências e apurações institucionais nos últimos dias.
Até o momento, não houve posicionamento oficial dos órgãos responsáveis pela custódia sobre a denúncia específica envolvendo o ruído do equipamento. Carlos Bolsonaro encerra o comunicado afirmando que providências urgentes precisam ser adotadas para cessar a situação.




