Os aprovaram a abertura de uma investigação para apurar a atuação da na agricultura brasileira, com foco em investimentos, controle de cadeias produtivas e possíveis impactos estratégicos para a segurança alimentar e econômica internacional.
A iniciativa foi autorizada no âmbito do Congresso norte-americano e envolve comissões ligadas a comércio exterior, segurança nacional e relações internacionais. O objetivo é mapear a presença chinesa em áreas como compra de terras, participação em empresas do agronegócio, logística, armazenamento de grãos e financiamento da produção.
Segundo parlamentares dos EUA, o avanço da China sobre setores estratégicos da agricultura do Brasil levanta preocupações sobre dependência econômica, influência geopolítica e riscos à segurança das cadeias globais de alimentos, especialmente em um cenário de tensões comerciais e disputas por commodities.
O Brasil, maior exportador mundial de soja, milho e proteínas animais, mantém a China como seu principal parceiro comercial no agronegócio. Nos últimos anos, empresas chinesas ampliaram investimentos em tradings, infraestrutura portuária, ferrovias e processamento de alimentos no país.
Na prática, a investigação pode resultar em recomendações de sanções, restrições comerciais ou revisão de acordos, além de pressionar aliados a adotarem maior controle sobre investimentos estrangeiros em setores considerados sensíveis.
Até o momento, o governo brasileiro não se manifestou oficialmente sobre a decisão dos Estados Unidos. Especialistas avaliam que o movimento tende a intensificar a disputa geopolítica entre Washington e Pequim, colocando o agronegócio brasileiro no centro de um embate estratégico entre as duas maiores potências globais.
O resultado da investigação deve ser acompanhado de perto por produtores, exportadores e formuladores de política econômica, diante do potencial impacto sobre comércio exterior, investimentos e relações diplomáticas do Brasil.




