O número de venezuelanos atendidos pelo cresceu de forma acelerada nos últimos oito anos e atingiu 205 mil beneficiários, segundo dados oficiais do governo federal.
O avanço ocorre em meio ao fluxo migratório contínuo vindo da , intensificado a partir da crise econômica e humanitária no país vizinho. A maior parte dos beneficiários está concentrada em estados da Região Norte, especialmente Roraima e Amazonas, principais portas de entrada dos imigrantes.
De acordo com informações do , os venezuelanos incluídos no programa cumprem os mesmos critérios exigidos aos brasileiros, como renda per capita dentro do limite estabelecido e cadastro atualizado no CadÚnico.
Na prática, o crescimento do número de estrangeiros no programa amplia o impacto fiscal e social do Bolsa Família, que já atende dezenas de milhões de pessoas em todo o país. Especialistas apontam que o dado reforça a pressão sobre políticas sociais em um contexto de restrições orçamentárias.
O tema também alimenta o debate político sobre prioridades do gasto público, especialmente diante de cortes recentes em outros programas sociais e educacionais, além do aumento de despesas obrigatórias.
O governo sustenta que a inclusão segue parâmetros legais e humanitários, enquanto críticos avaliam que o crescimento do número de beneficiários estrangeiros evidencia falhas na política migratória regional e na condução da crise venezuelana no âmbito diplomático.
Atualmente, o Brasil é um dos países da América do Sul que mais absorvem migrantes venezuelanos, tanto no mercado de trabalho quanto em programas de assistência social, o que mantém o tema no centro das discussões sobre política social e responsabilidade fiscal.




