O governo federal oficializou o reajuste de 3,90% para aposentadorias e benefícios pagos acima de um salário mínimo, além da elevação do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que passa a valer a partir de 2026.
A medida foi publicada nesta segunda-feira e atinge beneficiários que recebem valores superiores ao piso nacional. Com a atualização, o teto do INSS sobe de R$ 8.157,40 para R$ 8.475,55, ampliando o valor máximo dos benefícios previdenciários.
Segundo o governo, o reajuste aplicado segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2025. O índice, no entanto, ficou abaixo da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que encerrou o ano passado em 4,26%.
Na prática, isso significa perda real do poder de compra para aposentados que recebem acima do mínimo, já que a correção não acompanha a inflação cheia do período.
Para quem recebe um salário mínimo, o reajuste foi maior. O piso nacional subiu para R$ 1.621 em 2026, com aumento de 6,79%, resultado da política de valorização que considera inflação e crescimento econômico.
A diferença entre os índices reacende o debate sobre o tratamento desigual entre faixas de beneficiários, especialmente em um cenário de alta nos preços de alimentos, medicamentos e serviços básicos.
O novo teto e os reajustes passam a valer automaticamente nos pagamentos do INSS a partir deste ano, sem necessidade de solicitação por parte dos segurados.




