O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta médica nesta quinta-feira (1º/1) do Hospital DF Star, em Brasília, após oito dias de internamento e quatro procedimentos médicos, incluindo três cirurgias. Bolsonaro estava sob cuidados desde a véspera de Natal (24/12), quando foi levado à unidade para tratamento de uma hérnia inguinal bilateral, entre outros problemas de saúde.
De acordo com o boletim hospitalar e imagens capturadas à saída da unidade, Bolsonaro deixou o DF Star por volta das 18h30 acompanhado de sua esposa, Michelle Bolsonaro, e foi imediatamente encaminhado de volta à Superintendência da Polícia Federal (PF) na capital federal, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
Durante a internação, o ex-mandatário passou pelo procedimento de correção da hérnia e por bloqueios do nervo frênico — técnica utilizada para tentar reverter episódios persistentes de soluços que vinha apresentando — além de outros exames complementares.
Nos últimos dias, a defesa de Bolsonaro havia feito dois pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF): um para que ele permanecesse no hospital até a decisão sobre prisão domiciliar humanitária e outro para que a própria prisão domiciliar fosse concedida em função do estado de saúde. Ambos foram rejeitados pelo ministro Alexandre de Moraes, que alegou ausência dos requisitos legais e risco concreto de fuga.
A negativa gerou críticas por parte de aliados políticos, como o senador Flávio Bolsonaro, que classificou a decisão de Moraes como “abjeta” e insinou tratamento cruel ao ex-presidente.
Após deixar o hospital, Michelle Bolsonaro usou as redes sociais para manifestar apoio ao marido, afirmando que “existe um Brasil de bem que te ama e ora por você” e reiterando sua presença ao lado dele nos “dias maus”.
Com a alta, Bolsonaro foi filmado retornando à custódia da PF em Brasília sob escolta, encerrando o capítulo hospitalar de uma internação que mobilizou debates jurídicos e políticos sobre sua condição de saúde e regime de cumprimento de pena.
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