O mercado de pneus enfrentou em outubro uma retração significativa , registrando uma queda de 7,4% nas vendas em comparação ao mesmo mês do ano anterior, com um volume total de 3,4 milhões de unidades, esse cenário negativo reflete uma tendência consolidada ao longo do ano , que mostra o quão o setor está se amargando com um de 3.2%, o que representa uma perda superior a 1 milhão de pneus comercializados em relação a 2024.
A principal âncora para esse desempenho foi o mercado de reposição, que sofreu uma contração de 6,7% anulando a leve alta de 4,1% registrada nas vendas diretas para montadoras, assim a Associação da Indústria de Pneumáticos (ANIP) classifica o ano como crítico para a indústria nacional, apontando a concorrência desleal com produtos importados como fator determinante.
O fato é que pneus estrangeiros têm entrado no pais com preços muitas vezes inferiores aos custos de produção locais , diante disso o setor reivindica medidas de isonomia semelhantes às adotadas por mercados como Estados Unidos e Europa, exigindo não apenas equidade tarifária, mas também o cumprimento rigoroso de normas ambientais e técnicas por parte do importadores , como objetivo de proteger o ecossistema produtivo brasileiro.
A análise revela quedas generalizadas como na categoria de passeio, onde houve uma retração de 2,7% no ano, puxada pela baixa procura na reposição -6,6%, mesmo com o aumento nas vendas para a fabricação de novos veículos.
O cenário é ainda mais desafiador no segmento de carga, que recuou 5,5% no total, e no de motocicletas, onde o mercado de reposição despencou 11,7% no comparativo anual diante da situação, os dados reforçam o alerta da indústria sobre os riscos de desinvestimento e perda de empregos caso o desequilíbrio competitivo permaneça.




